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Imprevisível

por the fazz, em 23.11.08

A vida não cansa de me dar rasteiras. E dessa vez foi especialmente diligente em ser imprevisível. A ponto de realizar, com riqueza de detalhes, exatamente o que eu desejei que acontecesse.

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publicado às 12:57

Infalível

por the fazz, em 07.10.08

- Ai, Vã, é ele! Ali, comendo salgadinho à direita da mesa.

- Qual?

- O de listrado. Seja discreta!

- Hum... bonitão.

- O que eu faço?

- Como assim?

- Pra chamar a atenção dele! Preciso fazer alguma coisa pra ele me notar aqui!

- Já sei! Olha pra TV e grita gol.

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publicado às 16:00

Pedro diz

por the fazz, em 03.10.08

Criei um documento entitulado "Pedro diz". Trata-se exatamente disso. Pedro diz coisas lindas que merecem ser registradas e é criminosamente modesto demais para publicá-las no blog. À medida que a lista vai crescendo, eu imagino que se transforma num daqueles livrinhos de sabedoria. Desses que geralmente ficam no balcão de algum restaurante indiano. Enquanto você paga a conta, a simpática senhora no caixa a convence a abrir uma página. Você fica sem graça com a situação porque está sendo coagida a reanimar o fio de esperança necessário para investir nesse minuto, nesse bom presságio. Ela sorri, elucidativa, enquanto empurra o livrinho pra você, como se você não tivesse escolha já que a máquina do VISA ainda está ocupada. Você torce pra que não saiam frases do tipo "plante mais árvores". Há dias tão cinzas que tudo que você espera é que um livro desses te surpreenda com um "derrube duas árvores".

Ainda não há uma edição impressa de "Pedro diz". Na realidade, o documento não tem mais do que uma página. O documento também existe porque Pedro não está diuturnamente online. Então eu uso a mão do lado intuitivo para escolher uma frase. Fecho os olhos e a ponta do meu dedo direito pressiona alguns pixels na tela iluminada do Word. Abro os olhos e está lá. Uma frase mágica e a marca da minha digital engordurada no monitor.

"Tenho tantas saudades desse seu disco riscado", Pedro diz. E ainda assim, tão descontextualizado, faz minha alma iluminar-se.

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publicado às 03:35

Lágrimas no metrô

por the fazz, em 30.09.08

Foi inevitável. Antes que ela pudesse enviar algum sinal pro seu organismo impedir aquilo, já estava feito. E ela chorou às bicas, ali mesmo no banco cinza do metrô. O senhor tentou ser indulgente, mas aquilo já estava fora dos limites. As lágrimas da moça se multiplicavam em uma progressão geométrica. Ele tinha que se manifestar. Olha, dona, a senhora me desculpe, mas assim não dá. Num tem cabimento uma moça como a senhora se acabando de chorar assim, aqui na frente de todo mundo. Ainda mais no banco reservado. Se essa senhora aí do lado fosse cardíaca? A senhora precisa pensar nas conseqüências de abrir o berreiro desse jeito. Imagine, no transporte público! É muito inconveniente seguir viagem com uma mulher desmanchando no meio do povo, na hora do rush. A gente fica sem saber o que fazer, a senhora aí toda vermelha, enfezada, descontrolada... todo mundo aqui precisa chegar no serviço e não há o que fazer por uma pobre coitada que tá chorando no metrô. Vamo, minha senhora, engole esse choro, tenha decência. Eis que a pobre moça engole seco um soluço e olha sem curiosidade para o piso do vagão. O senhor acompanha o olhar da moça e flagra 4 lágrimas junto aos seus sapatos de boneca. Fracamente! diz, esbaforido. A senhora ouviu o que eu disse? Pensa que eu não vi esses 4 pingos aí? É a estação Sé e 37 pessoas se esmagam no vagão abafado, girando, trôpegas em direção da moça que ainda tem 3 estações de jornada. Cheia de auto-piedade, a moça prende a respiração para se preservar do fedor do coquetel de aromas: cachaça, suor e mau hálito. A senhora ao lado perde as contas do rosário com a parada abrupta na estação Brás e passa a vigiar. Ai dessa moça, se perder o equilíbrio emocional. Encostado à uma das portas, um jovem contorce-se em busca de um cortador de unhas no fundo de um dos bolsos. Para espanto dos passageiros, num perímetro de 30 x 30 cm, o rapaz começa um téc téc agonizante, desafiando toda a convenção de higiene e bons costumes. Talvez, de sanidade. Um projétil de unha atinge a pobre moça. Ela olha em volta com uma expressão desesperadora, esperando aprovação. O senhor olha piedoso: tá, moça, agora pode.

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publicado às 22:28

12 na escala de Richter

por Pedro, em 30.09.08
O abraço deles podia juntar continentes.

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publicado às 07:27


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