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O prazer será todo meu

por the fazz, em 20.01.11

Um dia eu sei que os meus esforços em fazer a gente pegar um elevador juntos vão valer a pena. E aí eu vou puxar assunto, dizendo que seria incrível se o teletransporte fosse possível e assim que a porta do elevador abrisse, eu já estivesse na minha casa. Aí você, curioso, vai perguntar onde eu moro e, penalizado pela distância, manifestando cavalheirismo e ocultando segundas intenções, vai me oferecer uma carona. Eu vou mentir ao dizer que não estou de carro e portanto aceitarei, exibindo falsa timidez diante da oferta. No dia seguinte, pagarei uma fortuna no estacionamento onde abandonei meu carro e fingirei não compreender o ressentimento do manobrista desavisado que esticara em 12 minutos o expediente por minha culpa.

 

Essa será sua primeira chance de perguntar o meu nome. Friamente dissimulada, finjirei não saber o seu e devolverei a pergunta. No fim da noite, escreverei num guardanapo o meu telefone com a mensagem “se você tiver um tempo livre, gaste comigo”. Você vai perguntar o porquê das aspas, e eu explicarei que é um trecho de uma música que não é da minha autoria. Você vai suspirar, dizendo estar aliviado por eu saber empregar aspas, ao invés de usá-las deliberadamente, como na famosa placa: Jesus “loves” you. Eu vou rir, você vai rir, a gente vai lembrar das nossas web celebrities favoritas, eu vou descobrir seu talento em imitar “Vanessão” e “Jeremias”.

 

Em poucos dias, decidiremos fazer uma viagem juntos. Eu escolherei uma linda casa aconchegante numa cidade miseravelmente feia, em que a previsão do tempo seja de muita, muita chuva. Por um fim de semana inteiro teremos apenas um ao outro para distrair com muita obscenidade e comida calórica.

 

Você vai falar mal da Tina Fey e eu vou ficar horrorizada. Serão os dois minutos mais tensos de todo o tempo que passamos juntos e eu falarei mal de House em retaliação. Você vai rir do meu espírito vingativo e me achar super charmosinha fazendo bico. Vai me chamar à atenção sempre que eu entortar os lábios, esse hábito involuntário de quando estou preocupada. Vai exibir provas fotográficas do quanto eu fico feia quando mordo os lábios assim. Vai ameaçar montar uma exposição com todas as minhas expressões distorcidas. Eu vou ficar furiosa, apesar de perceber qualidade na obra que você reuniu ali.

 

Você vai morrer de ciúmes do mais másculo dos meus amigos gays e eu vou tentar dissuadi-lo contando a história de quando o tal amigo me pediu em casamento só para herdar minhas roupas. Em seguida, terei um dos meus chiliques. Você vai ficar assustado com meu temperamento, vai ameaçar me deixar, e no fim da nossa cena mexicana, vai confessar que nunca gostaria de uma garota que não fosse tão tempestuosa quanto eu. Eu direi que sempre soube que homem gosta de mulheres equilibradas, mas não se apaixona por nenhuma delas.

 

É assim que vai ser e já tá decidido. Tudo o que você tem que fazer agora é dizer “oi”.

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publicado às 20:22

Nossa história no jornal de amanhã

por the fazz, em 31.08.10

- E então? Você topa ou não?

 

- Olha, é tentador, mas... acho melhor não.

 

- Mas como assim? E o discurso de minutos atrás do tipo “a vida é curta”, “a juventude voa”, “você é mesmo uma graça”?

 

- Eu não disse que você era uma graça.

 

- Não? Pensei ter ouvido isso...

 

- Você não vai me levar pra cama.

 

- Não foi o que eu propus.

 

- Mas é sempre assim. Começa com “a gente pode só dormir”, continua com “não vai acontecer nada que você não queira” e termina com a minha ansiedade pela ligação do dia seguinte que nunca vai acontecer.

 

- Eu sei que é difícil de acreditar, a gente só se conhece há 2 horas, mas eu juro que nunca senti o que eu tô sentindo agora por ninguém antes. Eu não quero só te usar essa noite!

 

- Viu só? É muito charme, inteligência e espírito numa pessoa só.

 

- E o que há de errado nisso?

 

- É o perfil de qualquer psicopata!

 

- Ah, por favor! Eu não sou psicopata! Pensa em como seria incrível contar pros nossos filhos de como você me conheceu. Que fomos movidos por uma paixão intensa, imediata e mútua. E que depois de um vinhozinho, você aceitou ver o sol nascer e tomar um café da manhã comigo numa linda varanda em Búzios.

 

- Mas e se der tudo errado?

 

- Como poderia dar errado?

 

- Sei lá, eu sempre me defendo de fazer coisas estúpidas, coisas que na hora parecem super atraentes, imaginando o jornal do dia seguinte.

 

- O que o jornal do dia seguinte diria disso?

 

- Sei lá... talvez “jovem é morto e esquartejado numa casa de praia afastada do Rio de Janeiro. Testemunhas afirmam ter visto uma mulher aliciando o jovem com bebidas e falsas promessas”.

 

Eles riem.

 

- Desculpe. Eu sei que você não é psicopata nem nada. Mas é um mundo cão, sabe como é...

 

- Nem toda mulher quer só um pouco de estrogênio pra manter a pele bonita. Às vezes a gente também quer um pouco de romantismo, não seja tão cético.

 

- Que sorte a minha. E você é linda. A mulher que eu sempre sonhei em passar o resto da minh...

 

- Ei, ei! Calma, eu disse “às vezes”. Agora mexa essa bunda, meu carro tá parado logo ali.

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publicado às 03:21

Pendências

por the fazz, em 24.08.10

Ir ao banco é algo que ninguém além de Cíntia gosta de fazer. Tem gente que reflete sobre a vida durante um banho quente. Caminhando num parque. Dirigindo a 70 km/h. Cíntia reflete sobre a própria existência enquanto preenche envelopes de depósito bancário. Porque não há nada menos atraente que um ambiente de banco, e na primeira tentativa de fuga, até mesmo a sua vida é mais interessante que aquilo. Seu fluxo de pensamento é interrompido por uma voz familiar:

 

- Cíntia? Porra, quanto tempo!

 

Ela dá o melhor meio sorriso que consegue. Olha alternadamente pro chão e pras pessoas na fila preferencial.

- Pois é, né... tempão...

- Você cortou o cabelo! Ficou muito bom... muito bom... putz, agora lembrei que você deixou seu livro lá em casa, preciso te dev...

- Gema, você pode me fazer um favor? Hum?

- Claro, claro! Manda.

- Tá com celular aí? Liga num número pra mim, é bem rápido.

- Claro, pode falar.

- 99...

- Hum...

- 78...78...34.

- Tá chamando.

Os dois ouvem um ruído abafado de celular tocando muito próximo dali. Ele acha graça, até observá-la abrir a bolsa e perceber o toque cada vez mais cristalino. Inexpressiva, ela busca o celular no interior da própria bolsa. O display luminoso avisa que "GEMA está chamando". Ela pressiona o botão "desligar" e rejeita satisfeita a ligação.

- Obrigada, Gema. Só queria ter certeza que você não sofre de alguma dislexia, você provou que realmente tem habilidade pra fazer isso. Parabéns!

 

Ela vai em direção à saída, levando consigo, conformada e autoindulgente, um gordo maço de envelopes para depósito.

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publicado às 04:06

Conto nº2 para o dia dos namorados

por the fazz, em 14.06.10

Querido Deus, me sinto terrivelmente sozinha. Eu sei que esse é o tipo de coisa que talvez eu não devesse pedir, afinal, aprendi que o Senhor não é amuleto ou guru de amarração para o amor. Mas como hoje é dia dos namorados, sinto que serei imediatamente perdoada se ousar pedir um amor. Eu sei que não é assim que acontecem os seus milagres, e também não espero que o Senhor ponha um homem incrível aqui, diante de mim, como mágica. Eu só pensei que, qualquer dia desses, quando se sentir inspirado, o Senhor poderia me arranjar um belo blind date com alguém especial, que saiba notar as minhas qualidades e relevar os meus defeitos com facilidade. Que seja sensível e saiba dizer a coisa certa nos meus momentos difíceis. Que seja afetuoso, inteligente e tenha bom humor. Que me compreenda e me faça r...

- Com licença, moça... eu não quero parecer atrevido... e eu tenho certeza que vai parecer loucura o que eu vou dizer, mas eu senti que se não falasse com você, o resto da minha vida estaria arruinado. Eu sei que mal te conheço, mas se você aceitar tomar um café comigo, eu tenho certeza de que posso te convencer que não sou louco e quem sabe, fazer com que você sinta também o que eu acabei de sentir, se voc...

- Obrigada pela gentileza, mas não obrigada.

Ai, Deus, o Senhor não me deixou terminar. Eu ainda ia mencionar "bonito" e "que não use Crocs".

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publicado às 15:11

Declarações definitivas em prosa, frente e verso

por the fazz, em 05.03.10

Para todas as mulheres que partiram o meu coração:

 

Taís: Você sempre me tratou como um step, uma espécie de entre safras dos seus verdadeiros relacionamentos. Eu sempre estive disponível pra suprir suas "querências" (porque, convenhamos, carência você nunca teve) e o que senti nunca fez muito sentido pra você. As pessoas dizem que a gente deve amadurecer, superar e aprender com nossas dores, mas eu, honestamente, vou me sentir muito melhor simplesmente desejando que você se foda. Com um pau minúsculo, de preferência.

 

Natália: Admitir que um dia fui apaixonado por você é bem semelhante (em termos enfáticos, hiperbólicos e científicos) a admitir que sofri uma lobotomia. Porque só uma paixão pode fazer com que um homem ignore a existência de falhas de caráter como as suas. E olha que eu fui muito nobre em reduzir "vadiagem" a "falha de caráter".

 

Cíntia: Eu nem tenho o que dizer a você. Vi seu novo namorado e quando percebi que ele pesa 60 kg mais que eu, achei que você já está sendo castigada o suficiente.

 

Mariana: Quando você terminou tudo dizendo que passaria 2 anos em Londres, eu poderia jurar que vê-la dois dias depois bebendo na rua Augusta era alguma espécie de delírio meu. Lembrei da sua despedida. Foi tão comovente que eu só posso ter a certeza de que, ou você merece um prêmio Shell de atuação ou sofre de mitomania. Por via das dúvidas, eu vou espalhar a segunda opção.

 

Para todas as mulheres cujos corações eu parti:

 

Pô, foi mal aí.

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publicado às 02:03

R.I.P. Duque

por the fazz, em 17.11.09

Mesmo que agora more num bairro mais tranquilo, não perdi o costume de ser muito atenta e desconfiada. Mas por um estranho motivo, eu abri a porta assim, sem cautela ou uso de algum aparato sofisticado como o olho mágico ou elegantérrimo "quem é". Portanto, o quão maior não foi meu espanto quando vi diante de mim essa mulher, cuja expressão borrada em rímel e lágrimas representava um perigo iminente.

- Então é você. Deixa eu olhar bem pra essa sua cara.

Continuei imóvel. Esperei que ela mesma prosseguisse e mostrasse algum objetivo na visita inesperada.

- Eu não entendo. Ele nunca gostou de morenas.

Compreendi sua ferida, e me manifestei com certa prudência:

- Mais um motivo pra eu me sentir lisonjeada.

- Que desgosto... você não é nada do que eu esperava...

- Você tá muito nervosa... entra, eu vou preparar um chá pra você. Errr... Lillian?

- Deus do Céu! Você conheceu a Lillian? - me encarou com humilhada resignação - Soraya! Eu sou a Soraya!

Ela permenceu 3.4 segundos em silêncio e descarregou um choro tão doloroso quanto obscenamente sonoro.

- Que patética! Eu nunca imaginei que faria esse papel ridículo. Sempre achei que eu fosse um pouco mais autêntica... é tão humilhante isso, ser só mais uma. Uma coadjuvante, uma figurante...

Enquanto ela se lamentava, eu tentava acomodá-la em uma cadeira. Eu compreendia aquela mulher e jamais poderia expulsá-la dali. Era uma visita fúnebre, aquela. Ela veria nossa foto na geladeira, reconheceria os vinis que já vira antes, sentiria novamente o cheiro que não mais lhe pertencia e perceberia que não fazia mais parte daquela história. Eu precisava ajudá-la a se despedir, sem julgamentos. Eu que já estivera naquele papel, precisava dar a chance que não me foi dada anos atrás.

- Eu te desejei as piores coisas quando soube da sua existência, sabia?

- Eu sei. Toma um gole.

- Água de Melissa?

- Não, vodka.

- Você sabe cozinhar?

- Nadinha.

- Gosta de chorinho?

- Sei lá, tem no Guitar Hero?

- Como vocês se conheceram?

- Internet.

Seus olhos ganharam o dobro do tamanho original.

- Orkut?

- Second Life.

Ela aliviou um grito abafado numa das almofadas. Ela sentia uma combinação de ojeriza e constrangimento de estar conversando comigo. Sabia que tinha muitos motivos e ao mesmo tempo, absolutamente nenhum para me odiar. Eu achei saudável e necessário que ela despejasse algum ódio em mim. Mas não cogitava, sob nenhuma hipótese, compartilhar essa idéia com ela. Ela poderia dirigir os piores impropérios, e eu permaneceria em silêncio. Simplesmente porque sabia que não havia maior insulto que o fato de eu carregar uma aliança na mão esquerda, e ela não.

Os seus soluços se aquietaram e depois de um longo suspiro, ela fez qualquer gesto com a cabeça que eu sei que quase significava um "obrigada". Conduziu seu copo vazio à pia. Eu pedi pra que não se importasse. Deu uma boa olhada em 360º e eu percebi que era enfim, sua despedida. Pousou os olhos um pouco mais demoradamente sobre as baquetas e se dirigiu à porta. Fez um último pedido:

- Por favor... você me deixa quebrar alguma coisa? Qualquer coisa. Eu quebro aqui do lado de fora, pra que você nem precise...

- Absolutamente! Pode descarregar sua mágoa aqui na sala mesmo - interrompi-a, enquanto alcançava-lhe o pato de louça, de cima da estante.

Ela me olhou, como se ainda procurasse mais amplo concedimento e arremessou, desajeitamente o pato, fazendo-o se partir, de forma não tão satisfatória pra sua ira, em diversos pedaços quase idênticos. Antes de derrubar uma última lágrima, disse um "adeus" mal ensaiado e pouco orgânico. Na sua saída, encarregou-se de fechar a porta, pra que eu não a visse se afastar.

Quatro horas mais tarde, Santiago chega em casa. Antes do beijo terno, surpreende-se com o que fora o pato que ele tanto estimara.

- O que houve com o presente da mamãe?

- Soraya, acredita? Ela esteve aqui.

Ele teve uma breve síncope. Mas retomou, corajosamente:

- Tudo bem com você? Foi só isso que ela fez? Como ela descobriu onde a gente mora? O que ela disse? Ela te machucou?

- Ela só queria saber como nos conhecemos. Se a gente era feliz.

- O que você respondeu?

- A verdade.

- E ela?

- Não botou muita fé. Arregalou o olho e ainda disse que pra você estar num curso de gastronomia, só podia ter um motivo: procurar um rabo de saia.

- Ah, típico...

- Bem, eu não me aguentei e disse que seu plano deu certo. Foi quando ela agarrou o Duque, e aí, já era tarde demais pra eu impedir qualquer desastre.

- Tudo bem, vem cá - me abraçou vigorosamente - já passou...

Ele olhou piedoso praquele pato horroroso. Balbuciou algo que eu me apressei em interromper.

- Meu bem... isso é algo que, definitivamente, não sou eu quem tem que limpar.

E não havia mais nada que me impedisse de botar a agulha num raro vinil do Cartola.

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publicado às 01:59

Eu não sou boazinha.

por the fazz, em 12.03.09

Cena típica de espera no estacionamento de um shopping. Ciclos de evolução depois, uma senhora retira seu veículo próximo a mim e, num piscar de olhos, surge uma criatura desavisada se alojando na vaga por direito minha. Respiro fundo e me dirijo à ladra de vaga, explicando que eu envelheci aguardando ali. A mulher poupa sua ruga de preocupação e tamanha é a sua indiferença que por pouco não é capaz de me atravessar, como se eu fosse um elemento transponível.

 

Num ato involuntário, agarro seu braço e tenho alguns décimos de segundo (antes que ela se vire, furiosa com minha ousadia) para tentar pensar em como fazê-la sentir-se arrependida de não ter encarnado como uma bactéria nessa vida. Para cada ficha de insulto disponível na minha memória, um erro de cálculo se apresenta simultaneamente:

 

a) Xingar um parente (e as pobres mães sempre figuram o topo da cadeia de insultos indiretos) é equivocado, injusto e não atinge o alvo em questão. “Filha disto” ou “filha daquilo” certamente a irritaria, mas os danos não atingem quem pisou no meu calo, portanto, nada satisfatório.

 

b) Eliminando laços hereditários, o que me resta é dirigir minha ira diretamente à motorista com total falta de etiqueta. Em outras palavras, esquecer o “filha de” e ir direto à parte terapêutica da ofensa. Mas também não é eficiente. Bem como associá-la a animais que geralmente têm má reputação no desempenho sócio-sexual. São ofensas vagas que mostram apenas meu desespero em expôr minha fúria e meus recursos apelativos adquiridos na quinta-série.

 

c) Expôr racionalmente o quanto ela desobedeceu as regras que ninguém sabe quem inventou mas todo mundo respeita por osmose, teria o mesmo efeito de dizer o quanto ela era boba e cara de ameixa.

 

Então opto, com intenções genuinamente malignas e vingativas, por atingir o calcanhar de Aquiles de toda mulher. Escolho ferir impiedosamente sua vaidade. Sem alterar a voz, sem apelar pra vulgaridade e com danos imensuráveis, para o meu deleite.

 

-Tomara que a sua pressa seja pra arrumar esse cabelo.

 

Olha, funcionou.

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publicado às 17:35

Pure evil

por the fazz, em 18.02.09

Existe muita maldade no mundo. Muita mesmo. Mas nada se compara à crueldade das pessoas que criam zípers nas costas de uma blusa. Desses que nunca se pode fechar sem a ajuda de uma outra pessoa. A gente aprende a apreciar as vantagens de ir ao cinema sozinha (como sempre achar um bom lugar pra uma pessoa, mesmo quando o filme já está pra começar). E aprende a sempre ter um amigo gay que nos divirta em programas em que geralmente só vão casais. Mas não se pode escapar da imensurável agonia de não conseguir fechar um zíper. É tão fácil disfarçar nas outras situações... mas na solidão do seu quarto, enfrentando uma blusa malignamente concebida, fica ainda mais claro que falta uma metade de você.

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publicado às 21:31

Lentas horas

por the fazz, em 01.12.08

Que coisa insuportável vai ser esse dia sem você.

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publicado às 11:53


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